Maracás: Funcionário da Caixa morre porque cobrou 'juros abusivos' em empréstimo

O autor confesso da morte do funcionário da Caixa Econômica Federal (CEF), da Cidade de Maracás, teve o mandado de prisão preventiva cumprido, na quarta-feira, dia 23/11, por uma equipe da Delegacia Territorial (DT), da Cidade de Jequié. Outros dois envolvidos no crime,já haviam sido presos por policiais da DT/Jequié, e confessaram em detalhes como o assassinato foi planejado e executado. De acordo com o delegado Cristiano Mangueira, titular da DT/Jequié, as investigações começaram no dia 13 deste mês, quando o corpo da vítima foi encontrado dentro do porta malas de seu automóvel, numa estrada de terra, no distrito de Florestal, em  Jequié. Os autores atiraram na vítima e incendiaram o veículo antes de abandoná-lo naquele local. Em depoimento prestado ao delegado, Girleno disse que fez um empréstimo com a vítima, que vinha cobrando juros abusivos, inviabilizando a quitação. Além disso, o funcionário do banco exigia a casa e um sítio, ambos de propriedade de Girleno, como parte do pagamento. Para se livrar das cobranças, decidiu, então, contratar Jackson e Rogério para matar Filipe e, para tanto, no dia do crime, alegando que queria ter uma conversa sobre a dívida, o atraiu ao seu sítio, onde o homicídio ocorreu. Jackson confessou ter sido o responsável por incendiar o carro. Embora o caso tenha sido elucidado, o delegado Cristiano Mangueira vai manter a investigação, pois acredita que a motivação precisa ser melhor esclarecida. Há a suspeita de que outras pessoas estejam envolvidas no crime. O delegado agora aguarda o resultado de exames periciais para concluir o inquérito e remeter à Justiça. Os três estão custodiados na DT/Jequié, à disposição da Justiça.

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